terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Mallu – a escolha do nome.


Eu nunca poderia imaginar que uma das coisas mais difíceis durante a gestação seria a escolha do nome do bebê. Se fosse menino já estaria definido, mas para menina tínhamos algumas(muitas) dúvidas. Pensamos em nomes delicados: Heloísa, Cecília, Helena, Carina, Mariana, Beatriz e por último pensei em Júlia. O tempo foi passando e só de pensar nesses nomes eu ficava enjoada (fisicamente mesmo), não conseguia nem pensar, e os apelidos que vinham deles não me agradavam. Um dia vi um nome que achei muito bonito e cheio de significados: Maya. Conversei com o Bruce e ele não aprovou a sugestão, mas me lembrou de um nome que havíamos comentado antes da gravidez: Malu. Sempre achei bonito ver crianças sendo chamadas de Malu, porém não queríamos nomes compostos: Maria Luíza, Maria Lúcia e etc. 


Marisa
Lúcia
Algo que nos fez pensar nesse nome foram as avós Marisa e Lúcia, pensando numa forma carinhosa de homenageá-las fizemos a junção das duas primeiras sílabas de cada nome. Achei o resultado perfeito. Coloquei dois eles por que achei mais bonito e deixou com mais característica de nome e não de apelido. Dizem que cada um de nós possui sangue e características de até 8 gerações. Mallu vem de uma linhagem de mulheres fortes, que apesar das dificuldades de seu tempo, sempre arrumaram uma forma de trabalhar e ajudar na renda da família. Mallu é filha de costureiras, parteiras, professoras, curandeiras, artesãs, mulheres que tem uma mão espetacular para a cozinha e para as plantas, que conhecem o poder das ervas  e dos elementais. Ela é filha de alemães que vieram ao Brasil trabalhar nas plantações de algodão, de italianos que trabalharam no café e de  um bisavô que veio fugido de Portugal para trabalhar como caixeiro viajante. Ela é filha de negros e de índios, holandeses e poloneses que vieram do Sul e do Nordeste buscar melhores oportunidades no interior de São Paulo. Corre em seu sangue também lembranças da Segunda Guerra, de Lampião, dos tempos de Ditadura e da abertura de estradas no interior do Brasil.

 Mallu – um pedacinho de cada linhagem, que traga em seu coração a força, a honestidade e alegria que são tão características em nossa família. Mallu, se eu conseguir me tornar para você ao menos metade da mãe que suas avós são, se eu conseguir repassar as lições de bondade e alegria da Vó Lúcia e de força e determinação da Vó Marisa, filha, meu coração ficará em paz. – No Havaí Malu não é apelido, é um nome que significa: “proteção, aconchego e paz”, que assim seja!

sábado, 12 de janeiro de 2013

É uma menina!!!


Durante toda a gestação (até pouco tempo atrás) eu não estava ansiosa e nem tinha palpite quanto ao sexo do bebê. Foi uma gestação tão esperada e tão planejada que aquela frase: “O que vier ta bom, que venha com saúde”, não foi mero clichê.  O tempo foi passando e pensando nas coisas do bebê sempre me vinha a cor azul marinho, fiquei apaixonada por esta cor na gestação, logo pensei que poderia ser um sinal de menino chegando!!! Hahaah Eu não estava ansiosa para saber o sexo, tem pessoas que fazem exame de sangue nas primeiras semanas, fazem mil simpatias, mas eu estava muito tranqüila. Na semana em que marcamos a ultra para descobrir o que viria, bateu a ansiedade! Fiquei 3 noites sem dormir e no pouco que dormi sonhava com uma menina. Marquei a ultra para um sábado para que a Gica (tia babona) pudesse vir de Coxim e participar desse momento. Entramos na sala do exame, eu, Gica e Bruce, que sentaram num cantinho ansiosos. Quando a ultra começou, fiquei tão feliz de ver o bebê que tinha até esquecido do motivo principal do exame: descobrir o sexo! Hauhauhaua  Ouvimos o coraçãozinho novamente e foi aquela emoção. O bebê estava com as duas mãozinhas próximas ao rosto e quando o médico virou o aparelho pra descobrir o que era, ela baixou uma das mãozinhas e se tapou!!! Hahaha Mas pulava tanto que o médico conseguiu ver. “Quem é que se cobre?” Ele perguntou, para em seguida completar: “É uma menina!!!!!!!!” Nesse momento eu já estava de perna bamba, o pai emocionado e a tia já estava soluçando, não sabia se ria ou se chorava, foi um momento incrível! Vou ser mãe de uma menininha, a primeira menina da terceira geração das famílias Bertolazo/Brum. Na saída já ligamos para a Vó Marisa e foi outro chororô! Agora já é mais fácil imaginar o quartinho, detalhes do enxoval, nomes... e que venham outras emoções!

segunda-feira, 19 de novembro de 2012


Ouvimos o coração bater com 6 semanas e 2 dias! Foi tanta ansiedade!! Na ultra vi um pontinho piscando e quando a médica focalizou, pudemos ouvir o som!! Tão forte, tão alto! Achei até que era o meu coração! Mas era o coraçãozinho do bebê! Minhas pernas ficaram bambas, como esse milagre estava acontecendo dentro de mim! Tão lindo, tão perfeito! O Bruce ficou muito emocionado, segurando as lágrimas, quando perguntei o que ele sentiu, disse algo muito bonito: “Senti tanta felicidade que parecia ter um sol brilhando dentro de mim.”  E ligou para todo mundo contando a alegria que estava sentindo! Esses momentos estão sendo inesquecíveis!

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

No dia do Beta positivo!!!

Faz uma semana que descobri a gravidez, ainda faltava um dia para atrasar e eu sentia muita cólica, achei que ia descer. A ansiedade era grande e pedi ao Bruce para comprar um teste de farmácia. Acordei de madrugada para fazer o teste e quando coloquei a tirinha no copinho apareceu o que eu mais temia: uma linha única. Durante esses dois anos e meio de tentativas acho que isso era algo que mais me irritava, a frustração de ver essa única linha. Coloquei o teste no armário e voltei a dormir, bem chateada, pois no meu "Phd em medicina" ( expedido pelo Google), eu sabia que um teste já detectaria uma possível gravidez. Nem consegui mais dormir, rolei de um lado pro outro na cama, até que 5h30 decidi levantar. Abri o armário para pegar meu uniforme e na prateleira de cima peguei o teste novamente. Foi quando eu vi de relance uma sombra de segunda linha. Minhas pernas ficaram bambas. Nesse mesmo momento comecei a Gritar: -  Amor, amor!!!! Uma sombra!!! Eu to vendo uma sombra!!! - E o Bruce acordou sonolento todo assustado, achando que eu tinha visto algum vulto no quarto!!!  Ele, após ler toda a bula do teste, também ficou esperançoso de que aquela sombra quase apagada fosse o nosso positivo. No mesmo dia fiz o Beta hcg quantitativo. O enfermeiro não ajudou, disse que quando aparecia uma listra muito fraca o resultado era “indeterminado”... Só na cabeça dele mesmo, por que eu estava esperançosa. Naquele mesmo dia fiquei a tarde toda na internet esperando o resultado sair, só atualizando a página, mas não saiu. Dormi angustiada, já pensando em nomes de bebê, na decoração do quarto e no chá de fraldas, isso tudo e ao mesmo tempo me culpando por ser tão ansiosa e com medo de fazer tantos planos e depois receber um negativo. No outro dia não fiquei no meu setor, participei de uma banca e não tinha acesso a computador. Consegui acessar só próximo de 12h30. No meu setor haviam mais 3 pessoas, abri a tela da internet bem pequena e disfarçadamente digitei o protocolo e a senha. Foi quando tive que conter a emoção: Resultado do exame: 83,9. A vontade era de gritar, mas até as lágrimas contive, queria contar primeiro ao Bruce, o que pude fazer momentos depois no carro. Estávamos lá, nós dois, ainda sem acreditar na felicidade que havíamos recebido.

segunda-feira, 19 de março de 2012

E o mês de fevereiro se foi, como uma montanha russa que tem mais partes baixas que altas. Março está tão cansativo que mal tenho tempo de pensar em como estou me sentindo... poesia só pra não passar o mês em branco... as vezes só o Gregório me entende...

Inconstância das coisas do mundo!

Nasce o Sol e não dura mais que um dia,
Depois da Luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.
Porém, se acaba o Sol, por que nascia?
Se é tão formosa a Luz, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?
Mas no Sol e na Luz falte a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se a tristeza,
Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza.
A firmeza somente na inconstância.

Gregório de Matos

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Transição...

Ainda dói e ainda é difícil. A fase de transição e a busca de uma saída mexe em muitas feridas. O medo muitas vezes é uma “auto-proteção” que desenvolvemos no intuito de nos protegermos do que nos aflige. É cômodo. A gente se acostuma a isso e quando queremos superá-lo, precisamos sair da zona de conforto. Estou progredindo com o carro, mas ainda não tenho segurança para sair sozinha, tenho medo de perder o controle e machucar alguém.  Essa transição é dolorida, mas é necessária para que a vida não fique estagnada. Andei refletindo novamente sobre o sentido da vida e pensei sobre o que escrevi no 1º post – Será que as pessoas não se dão conta? Será que elas não percebem que trabalhar até as 18h, chegar em casa e mal ter tempo para nada, e no dia seguinte estar lá às 7h novamente... não se aproveita nada. Eu não acho que o trabalho dignifica o homem, quem inventou o trabalho não tinha o que fazer (heuheueh). Mas talvez eu pense isso pq não estou satisfeita com o meu, quem sabe quando eu trabalhar em algo que goste, mude de idéia. Mas não consigo ver sentido nisso... é a questão de sobreviver e não viver. Pode ser utopia, mas meu ideal é tão diferente do que existe que fico a pensar em como as pessoas conseguem ser felizes nesse tipo de sistema. Não a felicidade nas pequenas coisas (que a gente sempre tem), mas a felicidade de viver a vida em sua plenitude.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Coragem...

MEDO - Sentimento de grande inquietação ante a noção de um perigo real ou imaginário, de uma ameaça; susto, pavor, temor, terror. (Dicionário Aurélio)

Podemos passar pelos problemas e traumas de diversas formas: algumas pessoas se deprimem, se isolam. Outras tem a síndrome da Polyana: "veja o lado bom!!!"  Outras se tornam agressivas, adquirem vícios, tornam-se amargas. 
Eu tive medo - não um medo qualquer, um medo excessivo. Um medo físico, coração disparado, mãos suando, falta de ar, sensação de insegurança. Isso me prejudicou tanto ao longo de anos, que passei a me acostumar com ele. Medo da violência, medo de perder alguém que amo, medo de morrer, medo de atravessar a rua, medo de viajar, medo de dirigir, medo de multidões...medo de arriscar, medo de inovar. 
O medo paralisa, estagna. Perdi viagens, amizades, festas, oportunidades. E sempre evitava pensar nisso, talvez se não pensasse eu não precisasse lidar com isso... assim é menos difícil. Mas quando algo prejudica tanto sua vida, quando se chega a um limite, ou se sucumbe ou se procura uma saída. Fiquei com a segunda opção. 
O problema é que a atitude certeira sempre está no fururo... "vou resolver isso, vou sim... um dia". Esse ano foi tão diferente, algumas coisas me fizeram mudar. (literalmente) Dia 03 de janeiro desse ano, renovei minha CNH (depois de anos vencida), consegui dirigir. Aos poucos, em lugares calmos.... mas foi tão libertador.  Ainda não gosto de multidões, mas este ano está sendo tão diferente, sinto que vou conseguir!!!

Ps.: A loira da foto sou eu (mudança radical?) Mas ainda to pensando moreno!!! huehue  :)


“A estrutura humana se pauta então nessa contradição constante entre o desejo pela liberdade e o medo dela” – Reich

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

"O que me entristece é que o casal permaneça unido pelo hábito, pela pressão social… Logo que dois seres se sentem ligados não tanto por se amarem, o que era libertação e plenitude transforma-se em angústia e prisão. Sartre e eu nunca vivemos juntos e sempre consideramos ser livres de correntes que nos prendessem um ao outro. Se permanecemos unidos toda a vida, foi porque nos amávamos profundamente e porque, livremente, sempre tivemos vontade de estar um com o outro. E isso é a coisa mais bela que pode acontecer a um ser humano. O amor dá força e coragem para enfrentar o mundo e a vida, a dois e não a um só. É muito!”
(Simone de Beauvoir)

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Eu gostaria de ter menos crises existenciais e curtir um pouco mais...
Nõ sei se é possível, mas talvez nossa personalidade possa se dividir algumas vezes...isso é um problema quando não se sabe realmente o que de fato se quer. E no final ficam só os amigos de sempre mesmo, ao menos tenho 1 ou 2 pra aguentar minhas abobrinhas.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Sobre Deus (parte 2)

Demorei tanto pra voltar a escrever sobre isso, pois é algo que está em contante transformação, meus posts poderiar se intitular : "Sobre Deus (parte 3.256)" , mas não sei se quero voltar a escrever sobre isso, pela falta de tolerância de muitas pessoas muitas vezes o assunto me cansa, mas vou ao menos chegar no ponto em que  estou.
Desde a aula de filosofia da facul...tudo mudou, muitas vezes eu queria acreditar e não conseguia mais, é muito mais confortável acreditar em algo, mas não é tão simples para quem já desacreditou. E passaram 4 anos dessa forma, nesse meio tempo estudei história da religião, paganismo, stregaria, wicca, budismo e por aí vai. Quando perdi meu pai, eu entendi por que a humanidade sempre precisou acreditar em algo maior. Eu fiquei com um sentimento de vazio tão grande, não só pela perda, mas também pela falta de continuidade. As pessoas acreditam que a alma vai continuar olhando por nós, ou vai dormir e esperar o apocalipse, ou reencarnar, ou vai pro céu, que seja, vai para algum lugar esperar algum tipo de justiça divina. Já fazia uns 2 meses que eu estava pensando sobre isso insistentemente, tentando achar alguma lógica nisso tudo, e foi no pior dia de todos, em que entrei no quarto e senti aquela dor profunda juntamente à pergunta "Por quê?" Nesse momento o telefone tocou e era uma pessoa muito querida e ao dizer alô, ela me disse: "Danielle, você não pode pensar que está tudo acabado, existe uma continuidade", ela falou outras coisas,(isso sem saber da minha opinião a respeito do assunto) e ao desligar o telefone tive um pouco de alívio. Alívio por que aquilo foi muita coicidência. E a partir daí voltei a acreditar, não em Deus, mas na espiritualidade. Muitas vezes desacredito novamente, e penso que só estou tentando acreditar para me sentir bem. Mas enquanto não tenho certeza, essa é a melhor forma que escolhi para continuar. "A certeza somente na inconstância".